De repente fui levada a vagar como uma folha ao Vento,sem vontade própria.Sim,pois ela jamais poderia impor ao vento para onde ir.
Ela fica à sua mercê, para onde ele vai,ela estará indo ou seguindo-o... para leste ou oeste,não importa,ele dita a direção.
E neste vagar,fui levada a um lugar onde só se ouvia as ondas do mar rebatendo nas pedras... Causando espumas borbulhantes, resultante deste confronto entre pedras verso águas.
Era um espetáculo estar ali a devagar sobre a vida,sobre planos desfeitos e aqueles que deviam ser refeitos, afinal a vida não pára. E como um relógio incessante ela nos leva a rodiar toda a sua circunferência. E se repete a cada dia a volta de 1 a 12 e de 13 as 24h. E assim a vida vai...
Mas naquele exato momento é preciso adiar essa volta à realidade da vida tão severa a nos cobrar um tributo: o de não ser livre, ou a falta de liberdade, de se poder escolher entre viver momentos simples,mas que acalentam nossa alma, e nos inundam de prazer.
E quando paramos por momentos, nesta quietude ao redor,onde meus olhos vêem somente uma grande extensão de águas e mais águas, o grande e infinito céu. De repente se depara com as pedras,que ali estão, para que não se alce vôo e saia da realidade de que somos por vezes tentados a sucumbir.
Elas nos chamam à razão, pois embora o mar se torne bravio ao chocarem suas águas sobre elas,a se espumarem pelo impacto,as pedras continuam ali,no mesmo lugar. E toda aquela cena,ao redor,nos ensina lições básicas, que não se aprende acentadas em uma escola. Como pode um mar tão grande a debater contra as pequenas pedras e elas continuarem ali,no mesmo lugar... Que resistência é essa?! Que lições tiramos daqui? São esses momentos que tiramos as melhores lições, para toda a nossa existência.
